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Dores na janela da alma


Vermelhidão, coceira e ardor nos olhos são possíveis sinais da síndrome do olho seco, um problema comum que atinge de 5 a 15% da população. Se você faz parte das estatísticas, descubra como sair dela com saúde!


Por Cylene Dworzak

Você já ouviu falar em síndrome do olho seco?

Essa síndrome é caracterizada pela diminuição da lubrificação na região ocular, causada pela produção insuficiente de lágrimas ou pelo excesso de evaporação. Além da irritação inicial, os olhos vermelhos e o ardor, nota-se uma sensibilidade maior dessas pessoas ao vento e à luz, além de muito incômodo após o uso prolongado de trabalhos em frente ao computador. Os motivos podem ser variados: menopausa; glaucoma; artrites; e doenças autoimunes. Reposição hormonal e fumo também podem causar a síndrome. Apesar da alta incidência, o diagnóstico não é muito simples, pois reúne diversos sintomas que, muitas vezes, são associados às reações alérgicas ou, até mesmo, à conjuntivite.

 

Onde mora o perigo?

A estabilidade da produção de lágrimas é importante para a manutenção da saúde, do conforto e da capacidade de proteção do olho. Por isso, o tratamento é importante. Quando essa produção  ca escassa, o olho fica mais suscetível às infecções. Embora pareça um aborrecimento pequeno perto de outras doenças, a síndrome do olho seco é potencialmente séria, pois pode causar uma inflamação crônica, perpetuando a falha de lubrificação pelos componentes da lágrima, essencial para a manutenção da vitalidade das células da superfície ocular. Esse distúrbio pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e a córnea, facilitando o aparecimento de lesões. Portanto, se você sentir alguns dos sintomas relatados acima, procure um oftalmologista e realize os exames necessários para um diagnóstico seguro.


Como nossos olhos funcionam no escuro?

Nossos olhos sentem a luz com dois tipos de células: bastões e cones. As cones podem perceber a luz na cor intensa. Já as bastão percebem imagens em preto e branco e funcionam melhor com pouca luz. A chave da visão noturna é a rodopsina, substância que as células bastão utilizam para absorver fóton (partícula) e perceber a luz. Quando uma molécula de rodopsina recebe um fóton, ela se divide em retina e opsina. Ao apagar as luzes e tentar ver no escuro, não enxergamos nada em um primeiro momento, mas alguns minutos depois, as moléculas de retina e opsina já se recombinam em rodopsina e você consegue ver novamente. Importante mencionar que a de ciência de vitamina A no organismo provoca uma produção baixa da retina, portanto, pessoas que ingerem pouca vitamina A sofrem, com frequência, de cegueira noturna.

 

 

 

 
 
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