Quem faz e acontece
Ana John, a mulher por trás da personagem
Mãe de dois filhos, dançarina, compositora, produtora musical e DJ performática, Ana John realizou o sonho de fazer de um hobby o seu objeto de estudo, trabalho e dedicação. E o melhor, faz sucesso com ele! Por Karina Zasnicoff
Quando a ex-diretora de marketing da Dolce & Gabbana decidiu retomar o caminho do mundo artístico em 2009, as noites paulistanas conheceram um novo conceito na arte de discotecar. Nascida em família de artistas, a paixão pela dança e a música apareceu cedo: Ana toca piano desde os 13 anos e foi bailarina por 20. Cursou Dança na Unicamp durante o dia e Propaganda e Marketing na PUC-Campinas à noite. Como, naquele tempo, pouco se falava sobre dança e nomes como Deborah Colker e Evaldo Bertazzo, a moça que estava em busca de sua independência nanceira optou pelo Marketing, já que a propaganda no Brasil estava no auge com os trabalhos inusitados de Nizan Guanaes, Washington Olivetto e Roberto Duailibi.
Depois de 15 anos no mundo corporativo e muito estudo paralelo na área musical, Ana John abraçou "com unhas e dentes" a oportunidade na hora certa de trocar de área, e fala à UMA sobre os principais impactos dessa mudança em sua vida. Confira!
EM SEU NOVO TRABALHO, VOCÊ ASSUME UM PERSONAGEM COM ROUPAS PERSONALIZADAS DE GLÓRIA COELHO E REINALDO LOURENÇO, PERUCAS E COREOGRAFIAS. COMO SURGIU A ANA JOHN?
Esse é meu nome artístico. Em 2007, quando criei o personagem, eu ainda era executiva, assumia a presidência de um clube underground na Barra Funda (SP) e queria evitar a associação da executiva com a artista. Então, tive a ideia da peruca e de figurinos divertidos e achei que seria ideal vestir um estilista bacana.
QUAL FOI A REAÇÃO DE SEUS FILHOS E FAMILIARES QUANDO VOCÊ COMEÇOU A TRABALHAR NA BALADA? VOCÊ ENFRENTOU DIFICULDADES NO COMEÇO?
Minha família é de artistas também, por isso, eles me apoiaram totalmente. Meus filhos são pequenos, acham tudo divertido e brincam com as perucas. São muito mais felizes e resolvidos hoje por ter a mãe por perto. Pelo fato de trabalhar em casa agora, não preciso mais ficar horas no trânsito de São Paulo.
VOCÊ MINISTRA CURSOS DE MARKETING PARA DJS. COMO VOCÊ AVALIA ESSA GERAÇÃO?
A nova geração de DJs é tecnicamente muito boa. Porém, vejo-os despreparados do ponto de vista de planejamento de carreira. A maioria conhece pouco sobre Marketing, são deslumbrados com a safra de DJs celebrities e acreditam que, só pelo fato de serem ótimos, vão se dar bem no mercado. Faço meus alunos se autoavaliarem como um "produto" que, para ser vendido, precisa ter qualidade, um diferencial.
DJ INGLESA RUTH FLOWERS TEM 69 ANOS DE IDADE E SE APAIXONOU PELA PROFISSÃO AO ENTRAR NUMA FESTINHA COM SEU NETO. ESTUDANDO COM O PRODUTOR MUSICAL FRANCÊS, AURELIEN SIMON, ELA LANÇARÁ O SEU PRIMEIRO SINGLE, ALÉM DE SE APRESENTAR EM GRANDES CLUBES HOJE EM DIA. QUAL SEU CONSELHO PARA OS APAIXONADOS COMO ELA?
Acho incrível a história da Ruth - ela é um grande exemplo para todo mundo. Nossa vida é curta e rápida. É só esta, não tem outra. Temos de viver intensamente e fazer o que mais nos realiza. Não há idade para ir em busca dos nossos sonhos. Mas planeje-se, foque, acredite e estude, afinal, como diz a canção: "Quem sabe, faz a hora e não espera acontecer".
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