Quem faz e acontece: Francesca Giobbi
Designer que trocou o mundo da arquitetura pelo dos sapatos fala sobre sua carreira Por Claudia Pinheiro
Francesca Giobbi é designer de sapatos e, desde pequena, respirou moda. Sua mãe tinha uma marca própria nos anos 70/80 e, com ela ainda menina, frequentava a Tecelagem Lorena em São Paulo, além de visitarem diversas vezes os ateliês de costureiras.
Francesca foi à Itália estudar arquitetura, mas acabou entrando com os dois pés no mundo da moda. Entre 1990 e 2000, na Europa, ela trabalhou para grandes marcas, como Prada, Gucci e Versace, e, ao retornar ao Brasil, com 28 anos, já estava com duas lojas e uma fábrica. Não à toa, seus sapatos já calçaram Gisele Bündchen, Kate Moss, entre muitas outras descoladas que também desejavam fugir do lugar-comum.
Hoje, aos 36 anos, a artista comemora seu retorno ao mercado em uma feliz parceria com o sapateiro Jorge Guimarães, um profissional exímio com mais de 25 anos de estrada. A seguir, UMA conversou com a talentosa Francesa para entender melhor esse e outros aspectos de sua vida profissional, e seu elo com o planeta fashion.
A arquitetura e a moda giram em torno do belo. onde sua formação em arquiteta intervém na criação de seus sapatos?
A arquitetura me deu história, noção de espaço e equilíbrio na criação. Assim, consigo usufruir disso perfeitamente na hora de criar modelos novos.
Qual o seu processo de criação?
Quando estou criando, nunca me baseio no que está acontecendo na moda, mas, sim, na maneira em que as pessoas estão vivendo e aonde estão indo. É uma forma de pensar como arquiteta. Coloco uma música, sento-me na frente de um papel em branco e, com um lápis na mão, começo a viajar.
Com é a parceria com Jorge Guimarães?
Como acontece em toda parceria, existe um tempo de maturação. Para 2010, além de criar a Isla Castilla e a Islitta, nossa linha de sapatos 100% ecológicos, contamos com a Intexco, produtora de couro, também ecológica, e estamos desenvolvendo coleções para terceiros nos mercados nacional e internacional.
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Informação Extra
No Egito, foram encontrados pedaços curtidos de couro que datavam de cerca de 3.000 a.C. |