De Recife para o mundo: Romero Britto e as cores do sucesso!
Com sua arte, ele conquistou o mercado. Hoje, as obras do pintor e escultor pernambucano estão espalhadas em mais de 100 galerias pelo mundo, e fazem parte de coleções de famosos como Pelé e Arnold Schwarzenegger. Por Jonathan Pereira
Desde que se interessou pela arte, aos 8 anos, Romero Britto não para de criar. Quando criança, sucata, papel e papelão eram os objetos que usa va em seus trabalhos. Quem conheceu aquele menino na década de 70, na periferia de Recife (PE), provavelmente não imaginava que ele se tornaria um dos artistas plásticos mais bem-sucedidos no mundo. O reconhecimento veio aos 14 anos, quando fez a primeira exibição pública de suas obras, e vendeu um quadro à Organização dos Estados Americanos (OEA). O garoto, já com 17 anos, resolveu fazer vestibular e começou a cursar Direito na Universidade Católica de Pernambuco. Mas a paixão pela arte falou mais alto.
Romero não concluiu o curso e foi tentar a sorte em Miami. Lá, trabalhava em lanchonetes e, nas horas vagas, expunha o que criava na orla de Coconut Grove. "Cheguei a trabalhar em parceria com uma loja de móveis artísticos, até assinar meu primeiro grande contrato com a vodka Absolut. Daí em diante, o sucesso foi consequência", afirma o artista.
Ele adora usar cores vibrantes e elementos compostos do Cubismo em suas composições. Os trabalhos que desenvolveu ao longo dos anos estão espalhados em mais de 100 galerias pelo mundo. E entre os fãs que têm suas obras no acervo pessoal estão o ator e governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, o rei Pelé e o tenista Andre Agassi.
A fama e o reconhecimento permitiram a Romero conhecer celebridades como Madonna, Gisele Bündchen, Reynaldo Gianecchini e Michael Jackson. Todos eles ganharam uma versão bem animada e colorida, retratada pelo artista. Nas solenidades das quais ele participou, já se encontrou com o presidente Lula, o escritor Paulo Coelho e a cantora colombiana Shakira.
Aos 46 anos, ele planeja construir ainda neste ano sua primeira grande obra em solo brasileiro: o monumento Garota de Ipanema, no Rio de Janeiro. Por enquanto, o projeto depende de aprovação e parceria com a prefeitura e o governo do Rio.
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